Capa do romance A ninfa do lago

A ninfa do lago

9.3 / 10.0
Em A ninfa do lago, a princesa Isabel foge de um ritual de bruxaria na Era Medieval. Um cavaleiro inicia uma busca repleta de alquimia e folclore nesta fantasy novel. Enfrente mistérios e demônios internos ao ler este adventure story sobre a essência humana e o sobrenatural.
Resumo de A ninfa do lago
Na Era Medieval, a princesa Isabel foge de seu castelo para escapar de um ritual sombrio de bruxaria. Enquanto um cavaleiro e seu escudeiro iniciam a busca, o reino se revela um lugar de alquimia, folclore e perigos sobrenaturais. Em uma jornada de autodescoberta e aventura, a jovem deve enfrentar o demônio da angústia. Entre sermões e cantigas trovadorescas, a trama evoca mistérios clássicos, convidando o leitor a ouvir o canto místico de uma ninfa do lago.
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A ninfa do lago Capítulo 1

PERSONAGENS:

ALQUIMISTA

PROFETISA

PROSTITUTA

RAINHA

PRÍNCIPE

PRINCESA ISABEL

TROVADOR

CAVALEIRO

ESCUDEIRO

PADRE

SACERDOTE

VOZ DESCONHECIDA

CIGANA

BOBO

PRIMEIRA PARTE

PRÓLOGO

ISABEL: Ainda que eu esteja onde não possa bem enxergar, sinto de maneira esperançosa que algo acontecerá para uma outra vida. Uma das mais belíssimas paisagens que uma criatura mortal já viu é o majestoso mover das águas profundas em azul escuro em torno dos mistérios da Ilha francesa de St. Michel, que quase a engole com a braveza do mar.... As vejo tão cheias de energia, como a força que um cavaleiro precisa ter para se levantar das próprias quedas que a existência lhe traz...

O vento soprado passando por nós quase nos transforma em petrificados e dançantes por um instante. O pé na água se enterra sozinho na beira da praia e a neblina trazida com o vento sussurra um som sereno. Passa-me pela mente que não posso tornar uma espada magnífica em preces de violência, nem em instrumento de guerra, que fazem inocentes sangrarem. É então que nada mais gratificante seria fazer o diabo desapossar suas tentações terrenas e voltar ao inferno nevoento. Veja, por favor, minha face lacrimejando e pelo sufoco lhe peço: abençoe-me até o fim dos tempos, sem você eu pereço como um cadáver.

Uma vez quando eu era pequenina vi em torno da Ilha vários cavalos brancos correndo na água à beira do mar e naquele dia soube que herdaria um deles para viver por mim no palácio. Meus pais são falecidos, seus túmulos estão dentro da catedral. [...] Algumas vezes eu pareço ter loucuras que parecem bênçãos: Lembram do passado e só revejo cavalos selvagens correndo nas águas de forma linda até eu ouvir uma lenda: “há muito tempo, após eles terem sido utilizados como instrumentos de guerra e terem caído pela visão quase cega, pereceram na areia e de repente a neve surgiu com uma flor vermelha sangrenta que se esparramou por cima de seus corpos como símbolo de paixão e fúria”.

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