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Capa do romance A NORA

A NORA

Teria sido cada passo de Afrodite calculado com precisão cirúrgica? Ao se infiltrar na influente família Camargo, suas verdadeiras intenções permanecem um mistério indecifrável. Estaria ela movida por uma sede implacável de vingança, pelo brilho do ouro ou pela busca incessante por poder absoluto? O enigma de seus planos paira no ar, enquanto ela almeja apenas o título de a nora. Uma trama onde cada gesto esconde um segredo arquitetado minuciosamente.
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Capítulo 1

Afrodite, nome dado por seus pais por ela ter nascido dentro das espumas do rio Salum diz a mitologia grega, que Afrodite significa nascido das espumas das aguas, foi em um dia muito quente que sua mãe, a senhora Fayola, lavava roupas as margens do rio, teve fortes contrações, e a pequena Afrodite, venho ao mundo, banhada pelas aguas do rio Salum.

O rio Salum, fica na cidade de Kaolack, centro oeste do Senegal, e a sudeste da capital Dakar, a jovem Afrodite, acabava de completar 20 anos, vivia com os pais, a senhora Fayola, o senhor Bandyle, e a irmãzinha de doze anos Bintu.

Moravam em Kaolack, desde a fundação da cidade.

Todos trabalhavam, na usina de sal, trabalho árduo, tinham que buscar, o sustento para sobreviver, o salário dava apenas, para viver comendo e nada mais, Afrodite e a irmã bintu, saiam da escola, e corriam para a usina, para ajudar os pais, e assim foi, por muitos anos, naquele trabalho escravo, o dono da fábrica, um homem rude, e mal-educado, que atendia por nome de Kambani, pensava em produção, e produção, naquele dia Afrodite estava disposta a enfrenta-lo.

Iria pedir sua demissão, e a de seus pais,