Capa do romance Cicatrizes de Concreto

Cicatrizes de Concreto

8.3 / 10.0
Em Cicatrizes de Concreto, Helena sobrevive a um desabamento, mas perde a perna após ser negligenciada pelo marido. Neste romance de ação e traição, ela busca justiça legal e superação. Leia este modern novel e descubra como ela se reergue nesta emocionante fiction fantasy romance books.
Resumo de Cicatrizes de Concreto
Sob escombros e com a água subindo, Helena implora por socorro ao marido, Pedro. Contudo, ele a ignora friamente para cuidar do cão da irmã. O descaso resulta na amputação da perna dela e em uma traição imperdoável. Agora, Helena não busca apenas recuperação, mas uma justiça implacável. Com provas de que ele poderia tê-la salvo, ela usará a lei para destruir o homem que a abandonou na escuridão. Sua força renasce das cicatrizes para fazê-lo pagar caro.
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Cicatrizes de Concreto Capítulo 1

O barulho da broca de impacto ecoava pelo meu crânio, mas o estrondo que veio a seguir foi o do meu mundo a desabar.

Presa debaixo de uma viga de concreto, com a perna esmagada, e a água da tempestade a subir rapidamente.

O meu telemóvel, com o ecrã estilhaçado, ainda funcionava.

Com a mão trémula, disquei o número do Pedro, o meu marido.

A voz da minha cunhada atendeu, leve, quase alegre: "O Pedro está a conduzir. O que se passa?"

Consegui balbuciar que o prédio onde eu estava tinha desabado, que estava presa.

Então ele veio ao telefone.

Gritei: "Pedro! Ajuda-me! Estou presa no estaleiro! O prédio ruiu!"

A resposta dele foi fria como o aço.

"Helena, para de fazer drama. Estou ocupado. O Trovão está a passar mal."

"A minha perna está esmagada, a água está a subir!"

"Liga para os bombeiros, eles são pagos para isso."

E desligou.

O som do "tu-tu-tu" foi mais devastador que o desabamento.

Escolheu salvar o cão da irmã em vez de mim.

A ironia amarga: o cão chamava-se Trovão, e a tempestade que me matava era uma piada cruel.

Quando acordei, a minha perna tinha desaparecido.

Amputada.

E ele? A sua "preocupação" era com o cão.

Vi a foto da minha cunhada nas redes sociais: Pedro abraçando o Trovão, legenda "O meu herói!".

Enquanto eu perdia a perna, ele "recuperava do susto".

Perdi a perna, mas ele perdeu o meu coração.

Eu não queria o dinheiro dele.

Eu queria justiça.

E o meu advogado tinha uma surpresa para ele: a gravação da minha chamada aos bombeiros e o registo do GPS do carro dele.

Ele podia ter chegado a tempo.

Mas não se importou.

Eu ia provar que a minha vida valia mais do que o desconforto de um animal.

E que a minha força não se media em pernas, mas na capacidade de me levantar.

Eu era a Helena.

E ele ia pagar por ter escolhido o Trovão.

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