Capa do romance Contrato Sob Ameaça

Contrato Sob Ameaça

8.1 / 10.0
Em Contrato Sob Ameaça, Maggie enfrenta traumas do passado ao aceitar um contrato de casamento arriscado. Este romance modern explora se o acordo trará felicidade ou novos perigos. Leia livros online grátis e descubra se ela superará as ameaças nesta envolvente romance story.
Resumo de Contrato Sob Ameaça
Maggie carrega as cicatrizes de um passado traumático, mas um inesperado contrato de casamento surge em seu caminho. Agora, ela enfrenta um dilema: será este acordo uma chance real para a felicidade ou apenas mais uma ameaça em sua vida conturbada? Entre superações e novos sentimentos, a protagonista precisa decidir se permite que a dor antiga dite seu futuro. Acompanhe uma narrativa intensa sobre vulnerabilidade e as reviravoltas do amor moderno.
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Contrato Sob Ameaça Capítulo 1

CASAME

CONTRATO SOB AMEAÇA

CAPÍTULO 1

Maggie Campbell

Aos 15 anos, temos uma ideia muito distorcida da realidade, pensamos que tudo é um mar de rosas e que tudo corre bem e que todos gostam de nós.

Mas isso não é minimamente verdade, pelo menos para mim nunca foi.

O meu nome é Maggie Campbell e esta é a minha história.

Não é uma história bonita, não é uma história feia, é apenas a minha história.

Tu nunca sabes que resultados virão da tua ação.

Mas se não fizeres nada, não existirão resultados.

# PARTE 1 #

Santa Mónica, Los Angeles, Ano de 2000

Daisy

Narrado por Maggie

"Nunca será tarde enquanto houver vontade"

— Anda Maggie, a aula já começou.

— Calma Lou, estou a ir.

Dou uma corrida, mas sou obrigada a cair no chão.

Daisy acaba de colocar o seu pé na minha frente, me fazendo cair… mais uma vez.

— Que desastrada que tu és Maggie, não vês por onde andas, anta marreca? Nem com esses óculos enormes tu consegues ver merda nenhuma? — Daisy fala com raiva.

Não sei o que eu fiz a ela, para me odiar tanto assim.

Mas ela odeia, há três anos que ela me faz isto diversas vezes, isto e muito mais.

— Mas tu não te cansas de fazer estas coisas? Maluca! — Louise me ajuda a levantar.

— Olha aqui sua protetora das mal vestidas e horríveis e gordas e sebosas, a ver se falas comigo direitinho ouviste? — ela fala apontando o dedo na cara da Louise.

Lou dá um estalo na sua mão e a avisa.

— Se me voltares a apontar o dedo eu o parto. — ela diz ameaçadoramente.

— Gostava de te ver a fazer isso, sua louca.

Acaba por virar as costas e vai embora pelo corredor se balançando toda.

— Maggie tu não podes permitir que ela te continue a fazer estas merdas, ela faz isto há três anos e tu nunca te defendes amiga!

Ajeito os óculos na minha cara.

— Não gosto de problemas, tu sabes isso. — falo, tentando não demonstrar que me dói o joelho.

— Mas a maluca da Daisy, já é um problema e dos grandes, enormes. Louca da merda.

Lou continua a barafustar irritada enquanto nos dirigimos para a nossa aula.

Como era de esperar, chegámos tarde à aula o que causa burburinho entre os outros alunos e o professor é obrigado a dar um berro.

— TODOS CALADOS, MAS ESTAMOS NUMA AULA OU NA FEIRA?

Todos se calam de imediato.

— Maggie e Louise, isto são horas de chegar? Já passa dez minutos da hora — ele fala a olhar para o relógio.

Pedimos desculpa e prometemos que não volta a acontecer.

A aula prossegue mais calma agora.

Sinto-me aliviada por acabar.

Ao sair da sala de aula, eu e a Lou vamos para o refeitório.

Ao entrar no refeitório, vejo que está cheio e paro abruptamente, fazendo com que a Lou que vinha atrás de mim bater nas minhas costas.

— Caramba, Mag, porque paraste de repente? — ela pergunta curiosa, mas percebe mal olha lá para dentro.

— Já percebi. — ela coloca-se na minha frente.

Eu não gosto de frequentar locais que tem muita gente, normalmente não entro, tenho sempre a sensação que todos olham para mim e reparam o quanto eu sou esquisita.

— Mag, eu estou a morrer de fome, por favor, vamos comer! — ela implora.

Faço uma careta.

— Ok, vamos lá.

Entramos no refeitório e vamos buscar o nosso comer e vamos nos sentar na relva lá fora, porque aqui está muito cheio mesmo.

Dou graças a Deus por virmos cá para fora comer.

Estamos a comer descansadas e a divertir-nos sentadas na relva, quando o nosso sossego acaba.

— Ora, ora, ora! — Daisy fala com cara de nojo. — Se não é a sebosa da Maggie e a sua amiga peçonhenta!

As duas parvas que vêm com ela riem à gargalhada, como se ela tivesse dito a melhor piada do mundo.

Ela faz sinal com a mão e elas se calam imediatamente.

Lou não perde a oportunidade e diz.

— Ora, ora, ora, tão amestradas que as tuas cachorrinhas estão.

Sarah vai ao seu encontro mas é parada pela Daisy.

— Sua estúpida! — Sarah rosna para a Lou.

— Sua cachorra obediente.

Daria para rir destas duas, se a situação não fosse esta.

Jennifer, a outra amiga, decide falar também.

— Daisy!! — ela chama toda ofendida. — Não podemos deixar que ela nos fale assim.

— Claro que não, nós somos a parte rica da cidade, vamos lá deixar estas duas pobretonas falar assim connosco!

Elas sorriem e pegam em dois sacos e os despejam em cima de nós.

Lixo, era o que os sacos traziam.

Lou se levanta para bater em alguém mas elas já vão longe a rir na nossa cara.

— Coloque o lixo no lixo! — Daisy grita lá de longe a rir.

— Tu vais me pagar, Daisy maluca.— responde super irritada a Lou

Eu tento tirar o lixo de cima de mim, mas decididamente vou precisar de um banho.

Olho para a Lou, somos duas a precisar de um banho.

Lou chega perto de mim a barafustar.

— Não sei como tu consegues ficar aí, como se nada tivesse acontecido, Mag!

Encolho os ombros.

— Que queres que faça, eu não me vou rebaixar ao nível delas.

Ouvimos risos e piadas atrás de nós, para não variar.

Lou espreita por cima do meu ombro com cara de que vai matar alguém.

— O que foi? Nunca viram?

— Lixo a andar não.

Riem todos, feitos parvos.

— Que engraçadinho, vê se não te cai um dente com a gracinha de merda.

Eles ainda riem mais.

Eu nem olho para trás.

—Hein, Maggie, ficas bem com o lixo em cima de ti, assim não se percebe o quanto tu és esquisita.

E ri e eu só me apetecia ter um buraco para me esconder.

— Vocês importam-te de parar com essa estupidez, vamos embora, temos mais o que fazer. — ouço a voz do Ryan, mas nem me atrevo a olhar para eles.

Eles desaparecem atrás dele.

— Todos uns insuportáveis nesta escola, que merda — Lou fala pegando no tabuleiro. — Vou levar isto ao refeitório e vou para casa.

Eu suspiro chateada.

— Eu também! — acabo por dizer.

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