Capa do romance Do Sequestro ao Romance Ardente

Do Sequestro ao Romance Ardente

8.2 / 10.0
Em Do Sequestro ao Romance Ardente, uma confeiteira desesperada tenta salvar a irmã, mas falha ao capturar Pedro Almeida. Este romance billionaire mostra como um pacto inesperado transforma refém em aliado. Leia este modern novel e descubra se o amor supera um crime por sobrevivência.
Resumo de Do Sequestro ao Romance Ardente
Desesperada para pagar o tratamento da irmã, uma confeiteira decide sequestrar Pedro Almeida, herdeiro de um império cafeeiro. Inexperiente, ela falha no resgate, mas o próprio refém decide ajudá-la a valorizar o crime. Entre lições de sequestro e vulnerabilidades expostas, surge uma conexão intensa. Quando uma traição coloca ambos em risco, Pedro se sacrifica para protegê-la e mente às autoridades para salvá-la, provando que o amor nasceu no cativeiro.
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Do Sequestro ao Romance Ardente Capítulo 1

Minha vida era simples, feita de farinha, açúcar e o sorriso da minha irmã Sofia.

Mas o sorriso dela estava murchando, levado por uma doença que exigia um tratamento caríssimo, um valor que, para a nossa realidade, era um universo de distância.

Eu estava desesperada, sem ter a quem recorrer, vendo a vida de Sofia escorrer entre os meus dedos.

Foi então que a loucura me pegou: eu, uma confeiteira, sequestraria Pedro Almeida, o "Playboy do Café" , filho do homem mais rico da cidade.

Eu só queria o dinheiro para salvar Sofia, mas me tornei a pior sequestradora do mundo.

Eu não era uma criminosa; meus dedos eram feitos para decorar bolos, não para amarrar nós.

Ele, um refém mimado e com um tédio irritante, zombava da minha inexperiência, chamando minhas cordas de "ruins" .

Minha primeira ligação pedindo resgate foi um desastre: o pai de Pedro, o Coronel Almeida, desligou na minha cara, achando que trezentos e cinquenta mil reais era "troco de adubo" .

Humilhada, eu desabei, sentindo o peso da minha incompetência me esmagar.

Mas, para minha surpresa, Pedro, o refém, não riu da minha desgraça; ele me ofereceu um pacto: "Eu sou seu consultor de crimes. Meu valor de mercado é muito maior que essa mixaria. Isso é ofensivo" .

Incrível, não? Um playboy preocupado com seu preço no sequestro!

A cada dia, a linha entre nós ficava mais tênue: ele me ensinava a ser uma sequestradora "melhor" , eu cuidava das crises de ansiedade que revelavam as rachaduras por trás da sua fachada arrogante.

Eu sabia que as consequências seriam terríveis, mas ele precisava de ajuda.

O pior pesadelo se tornou realidade quando meu amigo de infância, João, que eu tanto confiava, invadiu nosso esconderijo, seduzido pela ganância.

Ele e seu capanga, Tonhão, só queriam uma parte do resgate, e em meio ao caos, Pedro se jogou na minha frente para me proteger e acabou com a perna quebrada.

Caído no chão, ensanguentado, ele sussurrou: "Não é sua culpa" .

Dr. Ricardo, o médico que eu chamei desesperadamente para socorrer Pedro, chegou e viu a cena: o porão, o refém ferido, eu em prantos.

Ele sabia.

Em um ato de autoconservação e amor inesperado, Pedro, prestes a ser levado para a cirurgia, olhou para os pais, para os seguranças, para o policial, e disse: "Ela me encontrou ferida na estrada. Ela salvou minha vida" .

Ele me salvou.

Dias depois, um recibo chegou: a conta do tratamento de Sofia, totalmente paga.

No hospital, Pedro, com a perna engessada, sorriu e confessou: "Eu acho que estou apaixonado pela pior sequestradora do mundo" .

Eu, uma confeiteira que virou sequestradora por amor à irmã, e ele, o playboy refém que me ensinou a ser criminosa, prometemos um ao outro muitos bolos de chocolate e uma vida juntos.

É uma promessa.

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