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Capa do romance O Segredo do Teste de Paternidade

O Segredo do Teste de Paternidade

A vida de casada com Diogo parecia um sonho até um teste de paternidade revelar que o bebê não era dele. Expulsa de casa e abandonada pelo marido sob acusações de traição, a protagonista descobre que foi vítima de uma inseminação acidental na Espanha. O erro médico, contudo, foi uma armadilha de sua sogra e da ex de Diogo. Agora, armada com provas, ela busca justiça para desmascarar a conspiração e provar sua inocência diante da cruel traição familiar.
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Capítulo 2

O meu nome é Sofia e casei-me com o Diogo, um bombeiro.

Quando os resultados do teste de paternidade saíram, ele estava no meio de um resgate de incêndio.

Ainda me lembro do dia em que fui buscar o relatório. O sol brilhava intensamente, mas eu sentia um frio que me gelava os ossos.

O papel nas minhas mãos tremia.

O resultado era claro: o bebé não era do Diogo.

Liguei para o Diogo, mas a chamada foi direta para o correio de voz. A sua voz gravada, calma e profissional, soou: "Estou ocupado, deixe uma mensagem."

Deixei uma mensagem, a minha voz a falhar.

"Diogo, preciso de falar contigo. É sobre o bebé. Liga-me assim que puderes."

Horas mais tarde, ele finalmente ligou de volta. O barulho de sirenes e gritos ainda ecoava ao fundo.

"Sofia, o que se passa? Estou no meio de um incêndio enorme. É urgente?"

A sua voz estava tensa, cheia de urgência do seu trabalho.

"Sim, é," disse eu, a minha voz pouco mais que um sussurro. "Recebi os resultados do teste de ADN."

Houve uma pausa do outro lado da linha. O único som era o caos do seu trabalho.

"E então?" ele finalmente perguntou, a sua voz desprovida de qualquer emoção.

"Não é teu, Diogo. O bebé não é teu."

O silêncio que se seguiu foi mais pesado do que qualquer palavra. Podia imaginá-lo ali, coberto de fuligem, o mundo a arder à sua volta, e agora o seu mundo pessoal também a desmoronar-se.

"Entendo," disse ele por fim. A sua voz era fria, distante. "Falamos quando eu chegar a casa."

Ele desligou.

Fiquei a olhar para o telemóvel, para o ecrã escuro. Ele não gritou, não perguntou como, não perguntou porquê. Apenas "entendo".

Aquela calma assustou-me mais do que qualquer explosão de raiva.

Naquela noite, ele não voltou para casa. Nem na noite seguinte.

Dois dias depois, recebi uma mensagem dele.

"Encontrei-me com o meu advogado. Os papéis do divórcio estão a ser preparados. Vou deixar-te ficar com o apartamento, mas quero o divórcio o mais rápido possível."

E foi só isso. Sem perguntas. Sem acusações. Apenas um fim limpo e clínico.

Olhei para a minha barriga, que começava a notar-se. Este bebé, o meu bebé, tinha-se tornado a razão do fim do meu casamento antes mesmo de ter a oportunidade de nascer.

A ironia era dolorosa. Eu não o tinha traído. Nunca.

Mas como podia eu explicar isso agora?