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Capa do romance O Veneno na Sobremesa: A Vingança da Esposa Rejeitada

O Veneno na Sobremesa: A Vingança da Esposa Rejeitada

Após quase morrer por ingerir nozes, Sofia percebe que o erro de Clara foi um atentado planeado. Em vez de apoio, ela enfrenta a frieza do marido Miguel e os insultos da sogra Helena, que a acusam de ser dramática. Isolada e rotulada como vilã enquanto a culpada é protegida, Sofia descobre que a família esconde segredos sombrios. Decidida a não ser mais uma vítima, ela abandona a submissão para buscar justiça, iniciando um divórcio e um processo criminal implacável.
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Capítulo 1

Quando a sirene da ambulância se tornou a única coisa que eu ouvia, sabia que a minha vida estava por um fio. Uma boca seca, uma garganta que parecia fechar-se, resultado de um prato de sobremesa aparentemente inocente. Nozes. A Clara sabia da minha alergia mortal, e mesmo assim, colocou-as.

Mas o verdadeiro veneno veio depois. No hospital, ainda tremendo entre a vida e a morte, liguei ao meu marido. Em vez de preocupação, ouvi a voz irritada do Miguel e, ao fundo, a de Clara, a chorar histericamente, com ele a consolá-la. "Ela está a ter um ataque de pânico. Não podes ter um pouco de compaixão, Sofia?"

Compaixão? Eu quase morri! Pior, a minha sogra, Helena, ligou a chamar-me "dramática" e a dizer que estava a "envergonhar a família" por causa de um "pequeno erro" da Clara. De repente, eu era a vilã, a louca, a que queria destruir um casamento por "ciúme".

Senti-me completamente sozinha e atacada. Eles pintaram-me como a instável, enquanto Clara, a envenenadora, foi retratada como a vítima inocente. Mas o médico disse algo que me gelou o sangue: "A sua reação alérgica foi das mais severas que já vi. Quem quer que lhe tenha feito isto, sabia exatamente o que estava a fazer." Não era um acidente. Era uma tentativa de homicídio. Por que razão a minha própria família por casamento a defendia? Que segredos estavam a esconder?

Naquele momento, enquanto eles tentavam silenciar-me e humilhar-me, decidi: não mais seria a esposa compreensiva. Ergui-me, peguei no telefone e marquei o número de uma advogada. «Quero o divórcio. E quero também avançar com um processo-crime.» O jogo estava prestes a mudar.