Capa do romance Quando o Amor Morre no Asfalto

Quando o Amor Morre no Asfalto

8.3 / 10.0
Em Quando o Amor Morre no Asfalto, Sofia perde seu filho após ser negligenciada pelo marido em um acidente. Este romance e mystery story revela traições financeiras e laços familiares sombrios. Leia este web novel sobre justiça e superação em uma das melhores fiction books da atualidade.
Resumo de Quando o Amor Morre no Asfalto
Grávida e ferida após um acidente, Sofia viu o marido, Miguel, priorizar a irmã em vez de salvá-la. A negligência custou a vida do bebê e revelou uma teia de mentiras. Entre desvios financeiros para a cunhada e o silêncio cruel de Miguel diante das ofensas da sogra, Sofia desperta do luto para a fúria. Decidida a se libertar desse laço doentio, ela busca justiça contra a traição e a fraude de quem jurou protegê-la. A guerra pelo seu futuro e dignidade apenas começou.
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Quando o Amor Morre no Asfalto Capítulo 1

Estava grávida de sete meses, o mundo parecia perfeito.

A minha cunhada, Clara, e eu íamos para casa, um dia normal como tantos outros.

De repente, o som de metal a rasgar.

O carro capotou e o impacto atirou-me contra o vidro.

Lá dentro, o pânico começou.

O meu Miguel, o meu marido, o pai do meu filho, chegou ao local.

Mas ele correu para a sua irmã, que gemia com um braço partido.

Enquanto eu, com a barriga a sangrar, lhe suplicava ajuda, ele gritou: "Espera, Sofia! Não vês que a tua cunhada está ferida?".

A última coisa que vi antes da escuridão foi ele a confortar Clara, enquanto eu sangrava sozinha.

Perdi o nosso filho.

No hospital, ele e a sua mãe culparam-me pelo acidente.

"Talvez tenha sido para melhor", a minha sogra disse, referindo-se à morte do meu bebé.

E Miguel, o meu Miguel, permaneceu em silêncio.

Não me defendeu, como nunca me defendera.

Percebi que toda a minha vida com ele tinha sido uma mentira.

Aniversários esquecidos, dinheiro desviado para a Clara, a minha gravidez minimizada.

Tudo sempre girou em torno dela, da sua irmã, do seu "laço inquebrável".

Eu e o nosso filho éramos sempre a segunda opção.

Como pude ser tão cega?

Como pôde um homem que jurou amar-me e proteger-me abandonar-me assim?

O meu filho não morreu por um acidente, mas pela frieza e egoísmo do homem que amei.

Eu não estava louca, a minha dor não era apenas luto.

Era raiva. Uma raiva fria e calculista.

Não queria vingança, mas justiça.

"Quero o divórcio." As palavras saíram com uma força gelada.

Eu não pediria nada dele, apenas a minha liberdade.

Mas então, descobri o extrato bancário.

5.000 euros para as facetas dentárias da Clara, pagos com o nosso dinheiro, enquanto ele me dizia que tínhamos de "apertar o cinto".

Esta não era apenas uma traição emocional; era fraude.

Eles queriam guerra?

Iam tê-la. E eu ia ganhar a minha vida de volta.

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